A eleição de 2004 corre nos USA. George W. Bush parte para a sua reeleição em cima do Senador John Kerry. O país ainda sente muito os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001 e Bush acaba se reelegendo para mais quatro anos. John Logue (Breckin Meyer) é um cara de 28 anos que largou tudo para participar da campanha de Kerry, acreditando fortemente em ideais próprios. Está tão confiante, que bêbado promete na véspera do resultado que se Kerry perder a eleição ele se muda automaticamente para o Canadá.Bush ganha e John Logue tenta recomeçar sua vida, mas algumas coisas como o emprego e a namorada não estão no mesmo lugar. E agora? Pressionado pelos amigos, decide levar a risca a promessa de ir para o Canadá. Tenta encontrar parceiros para a jornada, mas só lhe aparecem alguns desajustados. Até que surge Chloe (Anna Paquin, mais conhecida como a Vampira de “X-Men”) e meio sem explicação convincente resolve partir junto. Para surpresa de Logue, Chloe não é bem aquilo que aparentou no primeiro momento.
“Tudo Azul” é um filme de 2007, que chega em DVD. A sua essência é uma comédia romântica habitual, camuflada de “road-movie”, sem trazer maiores revoluções para o estilo. Mas por se passar na época da reeleição de Bush, traz outras situações inclusas como radicalismo, discursos políticos (por mais que sejam na maioria meio superficiais) e a velha e manjada busca de se encontrar. Enquanto John e Chloe caminham para sua propensa futura vida em outro país, acabam descobrindo um pouco mais de si mesmo.
No meio de tantos lugares comuns que o diretor Marshall Lewy vai visitando no filme, este acaba valendo a pena por pequenos detalhes. Primeiro a boa trilha sonora que começa com um clássico de Woody Guthrie (“This Land is Your Land”) e passa por Wilco e Iron & Wine. Segundo pelo bom entrosamento entre Breckin Meyer e Anna Paquin, que conseguem dar ritmo as suas conversas, gerando passagens que se não são hilariantes, provocam sorrisos. E por último, os coadjuvantes meio loucos que surgem no caminho.
“Tudo Azul” começa bem, se perde completamente no meio do caminho e consegue se encontrar um pouco novamente lá pelo final. É um filme razoável, para ser assistido sem grandes expectativas, mas que serve para passar o tempo de maneira agradável. No mais, é interessante ver como vários filmes são desenvolvidos nessa mesma linha nos últimos anos. Os criadores dos ditos filmes “alternativos” (se bem que esse tem a marca da MGM), podiam começar explorar outras idéias. Acho que o público agradeceria.






















